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Família acolhedora: voluntária em Rondônia já cuidou de quatro crianças até a adoção

Entre os voluntários está Cláudia Marfisia, que já recebeu quatro crianças em sua residência para proporcionar um ambiente de afeto e convivência familiar durante o período em que os menores ficam distantes dos pais por decisão…

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Família acolhedora: voluntária em Rondônia já cuidou de quatro crianças até a adoção

O programa Serviço Família Acolhedora, ligado à Corregedoria Geral da Justiça em Rondônia, oferece lar temporário a crianças e adolescentes afastadas da família de origem, contando atualmente com 20 atendidos em Porto Velho. Entre os voluntários está Cláudia Marfisia, que já recebeu quatro crianças em sua residência para proporcionar um ambiente de afeto e convivência familiar durante o período em que os menores ficam distantes dos pais por decisão judicial.

Das três primeiras crianças que acolheu, todas seguiram para adoção após poucas semanas, com permanências de 20 dias para a primeira, 42 dias para a segunda e 20 dias para a terceira, sendo que atualmente ela abriga uma bebê. “Ah, quando ela me reconhece, eu acho maravilhoso. Quando levo ela ao médico, todos os meses, e escuto que ela cresceu, que ela engordou, que ela tá bem, que eu tô fazendo trabalho direito é uma sensação única”, contou Cláudia.

O serviço funciona como alternativa temporária

A coordenadora do Núcleo de Apoio à Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Nuceja), Gisele Machado Gazola, explica que a iniciativa serve de apoio enquanto se avaliam as possibilidades de retorno à família de origem ou o encaminhamento para a adoção. “É uma forma de acolhimento temporário. Enquanto aguardam, elas ficam na casa de famílias acolhedoras, que é uma forma muito melhor de estar numa família do que permanecer em uma unidade de acolhimento”, afirmou.

Diferente da adoção, que cria um vínculo definitivo, o acolhimento tem caráter temporário para assegurar proteção e convivência familiar e comunitária. De acordo com o corregedor-geral, desembargador Glodner Luiz Pauletto, o Judiciário estadual apoia e fiscaliza o programa, que atende oito crianças em Ji-Paraná e avança para implantação em municípios como Ariquemes.

Com informações do Se Liga Cacoal.