quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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MEIO AMBIENTE

Interesse por terras raras coloca Rondônia no radar de investidores

Pedidos de pesquisa entre 2025 e maio de 2026 incluem o estado entre 13 com novos protocolos, mas produção comercial no país segue restrita

Interesse por terras raras coloca Rondônia no radar de investidores
Imagem: Camila Cunha

Rondônia foi um dos 13 estados brasileiros que registraram novos processos de pesquisa de terras raras entre 2025 e maio de 2026, segundo levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgado por veículo local. Os minerais, usados em ímãs permanentes, veículos elétricos e equipamentos de defesa, atraem interesse de empresas nacionais e estrangeiras em meio à corrida global por diversificação de fontes.

De acordo com o SGB, as áreas cobertas pelos protocolos de pesquisa no Brasil somam uma extensão que equivaleria a quase oito vezes a cidade de São Paulo, o que evidencia o potencial geológico do país para esses elementos. Apesar disso, a produção brasileira permanece restrita: a maior atividade está concentrada em Goiás, na mina de Serra Verde.

A distribuição dos pedidos mostra concentração regional: Bahia liderou com 134 processos entre 2025 e maio de 2026, seguida por Goiás (100), Minas Gerais (88), Pernambuco (88), Piauí (57), Alagoas (43), Rio Grande do Sul (36), Espírito Santo (28), Ceará (25), Paraná (24), Rondônia (13) e Tocantins (12). Outros estados, como São Paulo, Roraima, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraíba e Maranhão, registraram menos de dez protocolos cada.

Especialistas consultados pelo levantamento apontam que o aumento nos pedidos de pesquisa é um primeiro passo para mapear reservas e atrair investimentos, mas que a maioria dos projetos ainda não evolui para produção comercial. O entrave principal é a complexidade do processamento e a necessidade de desenvolver uma cadeia industrial completa para transformar as reservas em produtos de valor agregado.

O crescimento das pesquisas em Rondônia e em outros pontos da Amazônia Legal reforça o interesse estratégico pelos chamados minerais críticos, tema que pode ganhar mais foco conforme governos e empresas buscam reduzir dependência de fornecedores tradicionais no exterior.